segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Carta aberta de fecho

2 momentos/marcos/alturas/fases da minha vida que me definem o que sou. E o que fui sendo até agora.
Que por mais agridoces que sejam, são bastante reconfortantes para mim. O primeiro, passa-se em águas passadas de 2007. Já falado, já conhecido, mas cada vez mais guardado dentro.
Ja o 2º.... o momento da mudança mais clara e mais escura, a transição para o estado actual das coisas. E simultaneamente o momento mais importante e mais definitivo.
Quando o teu pico de felicidade é atingido e superas tudo aquilo que imaginas e cai tudo. Quando se estilhaça mundanamente e terrivelmente, até que a mágoa supera o teu coração e ficas danificado. Permanentemente. Até que morte te separe. Ou enterres devidamente o passado,mas ele teima em vir ao de cima. Teima.
Sim. Posso dizer, sem dúvidas nem pudor, que ter-te perdido e ter-te largado, conscientemente e para o meu bem, foi a única coisa e a melhor a fazer. Por mais que me tenha doído, por tudo o que fizemos, tudo o que EU fiz por ti, por toda a dor, todos os kms, todas as aulas, todas as horas passadas contigo. Conheci a felicidade tremenda contigo (e também com contigo, que estiveste antes, mas nada se comparou). Conheci realmente o que me fazia sentir bem. E o que lutei para isso. Se imaginasses... Se no fundo, e apesar do fim, sonhasses minimamente isso, talvez as coisas teriam corrido de maneira diferente. Ou então não. Foi para melhor. Foi a dor tremenda de te ter tido e te ter deixado. Ahhh, se eu adivinhasse, então aquele dia estava tudo explicado. No meio do meu ser, eu sabia-o.
Sabia que aquele beijo tinha sido o ultimo.
Tinha sido o derradeiro. Por isso fiquei-me por lá. Deixei-me ficar onde tu me deixaste, consciente que no dia seguinte ainda te tinha. Mas não.
Perdi-me. Nesse dia, posso dizer que fiquei literalmente perdido. Mais do que com um malmequer azul. Perdi
Acordava e não queria-me levantar. Deprimi-me. Mas um raio de luz negra chegou e ajudou-me, amparou-me, não era por menos, com umas unhas tão grandes, era perfeitamente normal. E moldou-me. Em certa parte, devo-te um obrigado. Ensinaste-me (insconscientemente) a dor e a saboreá-la. Ensinaste-me a ser eu, individual, e conciso comigo próprio. Não podia querer mais do que isso.
Devo-te um obrigado. E ao mesmo tempo a vocês, que chegaram depois deste momento e antes de ter chegado ao meu farol, uma alice em part time e um david que afinal era feminino, devo-vos uma desculpa.
Isto fecha. Fecha. Fecha porque já esteve aberto durante muito tempo. Demasiado tempo.
Não. Chega. Ultrapassa os limites da minha vontade e cura-te.

A solidão é uma virtude, e dares-te com outros é uma escolha. Eu quero escolher. Mas só quando chegares. Sim, tu que andas por aí perdida. Quanto tu chegares, eu escolho-te...

carta aberta de fecho, um final tranquilo

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