quarta-feira, 5 de novembro de 2014

interludio I

eu: E se na realidade não tiver amado e amanhã cair? O que me espera do outro lado?
tu: desculpa?
eu: no fundo, não consegui sentir o que quero sentir. Algo definitivo e sincero, algo que dificilmente mude e não seja apenas apego, seja libertação e finalidade.
tu: acho que complicas demasiado as coisas
eu: talvez... mas não deixo de me sentir um pouco vazio, olhando e percebendo isso. percebendo que no final do dia, apenas me contentei a mim próprio, e que o meu suposto amor seja apenas apego, e não querer largar uma pessoa por qualquer razão que seja, por ter medo de ser largado e perdido, como uma memória preciosa ou não. alongo-me demais, apesar de tudo. seja o que for, já me perdi demasiadas vezes para conseguir perceber o que quero fazer ou sentir.
tu: nao me faças chatear
eu: mas tu já estás chateada

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Há algo desperto em mim
Algo que não consigo calar
A dor de saber é pior que a dor de falhar
Sonhar dá-me alento.
Vivo para sonhar e sonho para viver

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

A.N.A.G.R.A.M.A.

I absolutely don't understand this dream. Am i supposed to go after that?
Lost count of how many times
I looked and there you were, open arms and wide smile
Recall almost every one of them
Forgot how to act
The warm, sunny feel you skin gave me
The warm, happy feel a kiss from you lips healing away my teared through hole
God, make this stop. Make me clean
Make me feel you, please
Please...

sábado, 18 de outubro de 2014

sonhar

Compreendo que vivo para sonhar. Arrasto-me pesadamente durante o dia apenas para chegar a casa e deitar-me na cama e fechar os olhos e fugir.
Fugir? Sim, talvez. Entretenho-me a ficar cada vez mais bandido enquanto ouço o Canto dos Homem. Tento pensar em algo bom, mas a minha cabeça insiste teimosamente em me pedir para fechar os olhos e sonhar.
Sei que estar ocupado tira-me deste pequeno terror que me assola diariamente, de pensar e repensar naquilo que penso ter fechado a 7 chaves no recondito mais escuro da minha cabeça...
Shit.
I'm losing myself. Tomorrow my life starts anew, and i absolutely cannot wait

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Odeio pessoas. Por mais que conheça boas pessoas, acabo por chegar ao fim do dia e odiá-las sem qualquer resquício de dúvida.
Sim, existem boas pessoas. Mas para 1 boa pessoa, são odiáveis
Todos os dias. Não há limite, infelizmente.
O ódio que essas pessoas sentem por elas mesmas, obriga-as a serem más, a serem egoístas ao ponto de quererem destruir a vida de outras, apenas para sentirem que ao fim do dia, conseguiram fazer mal a alguém, e assim sentir um ponta insignificante de orgulho por serem como são e serem vivas. Os animais são brutos, eu sou bruto. Mas as pessoas são más. Ponto. Facto. Game, set, match.
O que me leva a pensar e aceitar isto? Provas concretas.
Pessoas que são mesquinhas ao ponto de ignorarem os supostos lemas e directrizes que se dizem reger, para serem o oposto. Nojo. Nojo puro e uma sensação pura de querer desatar a chapada e fazer perceber que rebaixarem outros apenas os rebaixa a eles, falsa sensação de superioridade. Fodase.Metem-se comigo, com a minha mãe, com o meu irmão, e metem-se comigo...
Mas não posso ser vingativo. É errado. Mas ás vezes uma chapada pode ajudar/resolver muita coisa gira.
Perguntaram porque tenho um blog, porque desabafo por aqui.
Porque a minha grande busca, além de querer subir mais e mais além e mais alto, é encontrar alguém com quem possa falar, com quem possa desabafar e não me dará mais dor por ter falado e ser esquecido do que o contrário.
A minha grande busca, é ter alguém com quem eu possa falar. Só isso.
Falar. Só porque sim. Porque eu tenho de falar. Senão rebento.
Tenho saudades tuas..

domingo, 12 de outubro de 2014

Acto V

Flashback. Chuva, serra, perto das 4h

Eu: A chuva deixa-me alegre. Simples, atrevo-me a dizer. É estranho ver que num ano inteiro, tudo volta ao ponto de partida. Não consigo perceber o que me atraía a estar naquela espiral de emoções, em todo aquele faz de tudo para te esqueceres do passado e concentrares-te na tua vida. Depois de tanto ter insistido em te procurar, passei a sentir-te cada vez mais perto, como uma pequena sombra. Sei que também já te tinha sentido, uns anos atrás e consegui afastar-te, mas reparei que te tinha aqui ao lado, mais perto do que pensado.
Há um ano atrás, estava com cabelo curto, estava num trabalho que me ia afogando mental e psicologicamente, dedicava-me com afinco a escalada, trabalhava pelo grupo, dormia na serra dia sim dia não.
Hoje? Hoje estou na mesma. Nada mudou. Mas houve coisas no meio... Sim, muitas coisas. Muitas coisas boas e coisas más. Não há luz sem sombra. Mas não há sombra sem luz também. Possivelmente aquilo que eu mais quereria, era dizer que a minha vida teve uma viragem e não estaria na mesma. Bem, na realidade não estou na mesma, mas estou na mesma. É apenas uma questão de dias agora até mudar de vez. Finalmente. Não consigo perceber quando me dizem: morar sozinho? Na, és doido/Ui rapaz, tu tem cuidado com isso/Vais ter muito em que pensar agora/etc etc.
Really? Não percebo... Talvez seja por sempre pensar nas coisas de uma maneira tranquila e sem stressar, apesar de stressar na mesma, basta porem-me em situações que me dão a volta ao miolo.
Ponto prático: Não sei. Perco-me a tentar compreender porque as coisas têm o desfecho que têm. Mas compreendo também que para algo poder começar, tem que se fechar o resto, é preciso fechar portas para abrir janelas, ou vice versa, que se lixe. A rapariga que desapareceu vai aparecer no dia em que tudo for acabar.
Tudo se resume em poucas palavras: Serra, Escalada, 93, Música. Tudo o resto, acaba por ser pontos extras, e coisas boas e más que se vão juntando. Vai um brinde?
Não, ainda é demasiado cedo para brindar. Talvez brinde à morte. Ela ao menos é certa e vem ter comigo sempre que eu pedir ou mesmo que não peça, lá vem ela, dizer-me olá. Ela. Eh. Até pode ser um ele. O morte. Não soa bem. Ela vai ser a minha morte. Assim tem outro ar. Tem outra energia. Outra dor e drama e terror. O meu oposto vai ser a minha destruição. O meu oposto vai ser a minha desgraça.
Vem então.
Mas sê gentil. Não te peço mais.
Vem de encontro ao que prometes e me prometeste antes.
Mas sê bruta. Não me poupes.
Deixa-me apenas conhecê-la primeiro. Deixa-me apenas senti-la primeiro. E depois sim, vem e leva tudo.
Mas deixa-me na neve. Na chuva
Desejo conhecer-te. Perceber que nada disto foi em vão e foi desgraçado.
Ah... A doce dor de saber que estás aí mas não te posso tocar.
A doce sensação de saber que andas por aí mas não te vejo nem conheço.
A dor de ter e perder.
Foda-se.
Amanhã trabalho

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Hate

Constato que existem 2 tipos de pessoas na minha vida: as que vão contra tudo o que eu represento e luto e as gosto. Ocasionalmente, aparecem-me pessoas que vão passando entre as 2 qualidades, alternando, até o momento em que as excluo da minha vida.
O que me leva a ser assim tão decisivo? Estar à 1 ano e uns mesitos a aturar gente que se enquadra no 1º grupo (doravante designados por Bestas). Comprovo isto ao aguentar-me lá e diariamente aturar pessoas que me dão vontade de lhes dar estalos. Com isto, penso que possa dizer que odeio pessoas. Não, odiar não. Repugnar. À 1 ano a sentar-me em cadeiras azuis a espera do toque e a observar cada vez mais aquilo que juraste nunca te tornar.
Primeira regra de uma relação: O passado é o passado, o presente é o presente. Se não sabes dividir, já foste.
Depois temos as pessoas que se encontram no 2º grupo (doravante, as Aceitáveis). São poucas, garanto, mas quando aparecem, merecem. Acabo por comprovar que me enquadro na maneira de viver das mesmas e participo nos seus rituais de adoração ao diferente. Apenas lamento o quão distantes se tornam. Talvez como eu. Sim, talvez.
Segunda regra de uma relação: Ele/ela vai ter defeitos. E só os vais conhecer mais tarde. Mas vais ter de te adaptar a eles, não podes esperar que ele/ela mude porque tu não gostes. E a magia está aí. Talvez digas palhaçadas, talvez fumes, talvez sejas negativo, talvez sejas um deixa andar. Tu vais ter de te moldar e não esperar que ele mude.
As pessoas que vão rodando os grupos, são no fim de contas, as que mais me deixam a temer. Com medo. Delas. Porque são fugazes. Tanto estão para aqui, como para ali e tão cedo me podem deixar feliz e ensinar muitas e grandes coisas, como me podem passar a perna e atirar para a lama e deixarem-me despedaçado.
Mas hey, nem tudo é mau. Com jeito, consegues criar um 3 grupo, o dos excluídos e tu deixas simplesmente de te importar.
è importante também referir, que muitas pessoas que se encontram nos Aceitáveis, acabo por não falar tanto, por um receio de exagerar.
Terceira e última regra de uma relação: Não esperes por nada. Vai ser complicado. Vais ter bons e maus momentos. E esquece tudo o que sabes sobre o passado.