Análise de consequências.
É importante pensar que todas as acções têm consequências, agora o quê em concreto, ultrapassa-me, deixa-me perdido em pensamentos pouco saudáveis, em conjecturas pouco ou nada complacentes da minha extraordinária vida. É também importante ter em conta, que por mais que algo tenha de ir em frente, damos por nós muitas vezes a bater com o nariz em nós mesmos, na nossa casmurrice interminável.
Posto isto, prossigamos. Sim, eu amo-a, para além de qualquer dúvida. Sim, eu errei em não conseguir prestar atenção ao que dizia, para além de qualquer dúvida. Sim, eu mudo, para além de qualquer dúvida.
Nunca tive na minha vida alguém como tu, alguém que infinitamente se preocupasse comigo e mostrasse o carinho que me mostraste, muito menos que gostasse de mim ao ponto de me querer ajudar a melhorar, a ser uma pessoa melhor.
O que nos leva neste momento a esta situação: estou lentamente a perder a minha cabeça. Mais cedo ou mais tarde sei que vou cair, sei que vou cair nos teus braços de novo e tu me vais ver com olhos novos, com olhos de quem vê e diz, ele afinal ouvia-me. Ele afinal sentia-me. Ele afinal mudou. Dou graça a minha mente não me estar a trair e ter sonhos terríveis, como já tive, estou bastante agradecido, senão já teria entrado num estado terrível. Mas por mais que eu me sinta mal, no fundo, magoei alguém. Sem o mínimo de intenção, se é que isso me serve de desculpa, mas sim. No fundo, a minha vontade de querer estar com alguém, de não a perder, virou-se contra mim. Serve-me bem, é a vida.
Mas eu amo-te. Não sei se alguma vez vais ler isto, pode ser que sim, um dia não tenhas nada para fazer e descobres este link de novo e leias isto. E escrevo isto por saber que talvez alguém veja isto, provavelmente não, quem conhece este pequeno canto que não sai da minha cabeça resumem-se a um par de pessoas, tu e umas 2 pessoas. Gostava que lesses isto. Gostava de estar aí, puder dar-te um abraço e assim ficar durante um bom bocado. Gostava de ir ao Peixoto contigo, e ver-te sorrir, como já te vi sorrir, com um CD na mão, um livro ao colo, um tito nas pernas a ronronar que nem um tractor, a comer uma pizza.
É a minha paga, a minha chaga, o meu castigo e mereço. É mesmo assim. E também sei, sei que me queres na tua vida, senão já mo tinhas dito. Sei que queres que eu te mostre o quão bom e melhor posso ser.
Acho que nunca estive assim tão "dentro" de alguém. Escrevo isto enquanto ouço músicas que foram rodando na minha vida, músicas que em tempos disse a mim mesmo que era o que queria. I'm crazy in love, yes i am.
Dou por mim a querer gritar. Entro no carro, ponho um CD e grito. Grito por tristeza, por estares aí, do outro lado do espelho, por estares longe e tão perto ao mesmo tempo. Tenho medo de dizer seja o que for, de estragar permanentemente o que temos/tivemos/teremos. Quero uma hipótese. Uma única, uma em que te vou deslumbrar, em que te vou mostrar o quão especial eu sou. Sempre que te dizia que parecia que te conhecia há anos, era verdade. E quando o dizias, também sentia a verdade no teu olhar. Sei que o tempo agora é essencial. Não te deixei respirar, não o fiz por mal, fiz porque no fundo eu não queria estar mais um segundo longe de ti, depois de todos estes 22 anos sem a tua presença, e não quero mais tempo assim, mas não soube controlar, não soube olhar. Fui egoísta, mas sabes que no fundo eu não sou assim. No fundo, sei que não chegámos ao fim. Apesar de no fim de cada dia, te sentir mais longe. Mas tem de ser assim, por agora. Tenho de estar aqui, longe de ti e sem te poder abraçar. Mas corrói-me as veias isto. Sinto uma dor apertada aqui dentro que lentamente me come o coração. Deixa-me desesperado.
Há dias e noites em que dou por mim a pensar e a desejar que algo aconteça, que um carro bata, que a escalar me falhe um pé, que a trabalhar me caía uma palete em cima. Mas depois lembro-me que não me adianta. Lembro-me que tenho-te a ti a espera e que tenho de estar em excelente forma para te dar tudo o que mereces e precisas. Tenho um aperto nos olhos.
Se leres isto, estás provavelmente a pensar, que maricas, que pussy. Talvez seja, mas apenas porque o que escrevo é verdadeiro. Esta loucura deixa-me doente, e com receio que se leres isto, te venhas a lembrar. Provavelmente vou apagar isto um dia. Talvez isto seja só para escrever e deitar cá para fora o meu turbilhão de cabeça. Flash. Não o percebi, mas tenho receio do que possa ser. Quero-te perguntar, mas tenho medo de saber a resposta. Ou a ausência dela, é o que me assusta mais.
Podia estar um dia inteiro aqui a frente que não parava. É maravilhoso o que a mente humana pode fazer, pode criar. Desfoco os olhos e deixo que apenas as mãos conduzam a mente, não sabendo bem o que me espera na mente, mas cada palavra vai saindo com naturalidade. Amo-te. Oh, se amo. Pudera eu conseguir explicar tudo o que sinto, toda a dor e paixão que neste momento sinto, todo o sentimento de culpa e de impotência.
Tantas resoluções que tinha para este ano, todas se resolveram, apenas uma está em standby. Nós. Tu. Quero poder carregar de novo no start e deixar as coisas correrem bem de novo, e sentir que iso foi apenas uma paragem brusca e que vai ser bom para nos. Please, deixa-me mostrar- Deixa-me provar que todas as coisas boas não foram acaso, não foram simples hipóteses, simples laivos de amor, mas sim acções sinceras.
Todas as vezes em que me deitava contigo a "velar" pelas tuas enxaquecas, nunca me senti tão útil na vida de alguém do que nesse momento, nunca me senti tão positivo, tão honesto, tão eu, alguém que se dá sem esperar de volta. Agora peço-et uma coisa, apenas uma, por favor, deixa-e abraçar-te. Dar-te-ei tudo o que consiga e o que não consiga. Vou dar-te o meu amor, por mais simples que seja, é o mais precioso que tenho em mim, é o mais honesto e derradeiro, vou-te mostrar que estou diferente.
Não te desligues.
Tento escrever isto sem abusar, sem dar o braço pela cerveja, pela monotonia da irracionalidade que me assola todas as noites não me deixando descansar os meus demonios. Sabes, nunca me senti tão a vontade. Tenho um arroz a queimar no fogão. Nunca me senti tão genuíno, nunca ninguém me viu os defeitos e disse, muda para o teu bem, para o nosso bem. Never. Ever, E eu agradeço-te por isso tudo.
Fica. Abraça-me.
É tudo o que eu peço. E tu vais ver. E vais gostar, e eu vou agradecer.
Amo-te
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