Hoje é um dia daqueles. Tento escrever, não consigo. Sinto-me bloqueado. Sinto-me, preso, vazio. Descobri isto. E acabei por perceber a simplicidade da música. QUiçá da vida. Não, ainda estou longe de chegar aí, ainda tenho de penar um bom bocado mais, entrar em mais umas espirais. Mas não.
Deixa. Deixa estar, deixa andar, deixa-me lentamente morrer, e desaparecer no meu pequeno buraco, de onde vim, e para onde hei de regressar, eventualmente. Tento não ser negativista, mas eu alimento-me desta melancolia, a de que eventualmente tudo vai chegar a um fim, estrilhaçado, destruído, broken bruised, forgotten sore. Se não fossem os pregos de 22 centimetros, estaria muito pior, com eles tenho alguém que me "apoia". Screw it.
Fuck, Tinha tantos planos para dia 27... Se imaginasses... Se soubesses... Mas dificilmente o ás de saber... Talvez seja melhor assim. Ou não. Debato-me com uma mensagem. Debato-me com o facto de carregar no enviar. Escrita já está. Apetece-me pegar em mim e ir pra montanha, deixar-me deambular por lá, sem objectivo nenhum, apenas andar, aquilo que faço por desporto. Mas tenho receio que me faça pior.
Concentra-te. Amanhã é um novo dia, amanhã vai ser melhor. Amanhã vais morrer. De novo. E eventualmente renascerás. Logo se vê.
Ainda falta muito para tudo.
Que venha o amanhã.
Que venha o adeus.
Que venha o olá.
Que venha.
Venha.
O que for
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